Usabilidade

OU ”Seja Amigo Do Usuário”

  As pessoas querem comodidade. Queremos sempre fazer as coisas do modo mais fácil possível. Trocamos o canal da TV usando o controle remoto, ao invés de termos de levantar da poltrona e ir até o aparelho. Jogamos a roupa suja na máquina e ela nos devolve limpa e perfumada. Comodidade, conforto, bem-estar, tempo livre para gastar como acharmos melhor. Fantástico, não?

  Agora imagine proporcionar ao usuário do seu software essa comodidade, conforto, bem-estar, tempo livre para gastar como ele achar melhor. Como? a resposta é Usabilidade.
 
Conforme a Wikipédia
  “Usabilidade é um termo usado para definir a facilidade com que as pessoas podem empregar uma ferramenta ou objeto a fim de realizar uma tarefa específica e   importante.”
   “Na Interação Humano-computador e na Ciência da Computação, usabilidade normalmente se refere à simplicidade e facilidade com que uma interface, um programa de computador ou um website pode ser utilizado.”
 
  Podemos então simplificar e dizer que Usabilidade é tornar seu software mais “usável”, fácil, amigável ou, ainda, de operação mais simples. Isso agrega valor, deixando o usuário mais satisfeito com o software, que pode adquirir outros produtos/serviços no futuro, ou ainda indicar outros clientes. Sim, parece bom, mas como aplicar isso aos nossos softwares?

  A Usabilidade é um assunto extenso, que lida com muitos conceitos subjetivos, mas podemos facilmente delinear algumas ações:

          Padronização.
  Siga sempre o mesmo padrão na interface com o usuário. Isso inclui a posição dos controles, esquemas de cores, mensagens, comportamento… – ou seja, tudo.
  As pessoas esperam que as coisas sejam de determinada maneira. Já pensou se em cada modelo de carro os pedais tivessem posições diferentes? Se cada fabricante de teclado usasse uma disposição diferente de teclas?
  Procure também seguir o padrão da plataforma para a qual está desenvolvendo – se o atalho padrão para ‘Copiar’ é Ctrl + C, não use Ctrl + Shift + Alt + Ins + F12!
  
          Prevenção contra erros.
  Nunca confie em seu usuário. Sempre consista as entradas. Verifique se o campo numérico é realmente numérico, se campos obrigatórios não estão vazios, etc. É muito mais fácil, tanto para você quanto para o usuário, descobrir que o CPF do funcionário está em branco no momento do cadastro do que descobrir, no final do mês, por que o salário dele não foi depositado.
  Procure também verificar outros tipos de entradas, como  a existência de um arquivo antes de sua abertura, se o dataset já foi carregado antes de acessar seus campos, etc.
   
          Mensagens e alertas.
  Sempre escreva mensagens claras e objetivas. Usuários não gostam de ler mensagens longas demais – na verdade, usuários raramente lêem mensagens -, quanto mais curta a mensagems, maior a chance dela ser lida. “Confirma a exclusão?” é preferível à “O arquivo será apagado em caráter permanente, gerando um estado preeminentemente imutável, promovendo uma possível perda de relevantes informações. Você tem absoluta convicção de seu intento de efetivar a operação outrora requisitada?”

          Documentação.
  Se usuários não costumam ler mensagens, imagine documentação (manual do usuário, help on-line, etc). Mesmo assim, é importante prover a documentação – ainda que quase ninguém a leia.

  E tanto na Documentação quanto nas Mensagens: use uma linguagem simples e de fácil entendimento; evite gírias, termos técnicos, informatiquês, etc. Não enfeite demais o texto, mas não seja minimalista: diga o que tem que dizer – nem mais, nem menos.

          Facilidade de uso.
  Quando comecei à usar computadores, a interface usuário/computador era feita em modo caratere (“modo DOS“). Tinhamos que decorar diversos comandos (dir, copy, cd, etc). Era perfeitamente possível usar os computadores assim, mas não era muito prático. Quando as interfaces gráficas (GUI) surgiram, houve uma revolução incrível, tornando os computadores extremamente populares. Porque? Porque seu uso tornou-se muito mais fácil, acessível a praticamente qualquer pessoa.
  Se quiser que seu software seja popular, torne-o mais fácil de ser usado. Torne a operação mais intuitiva, reduza a quantidade de passos necessária para executar as tarefas e deixe os comandos mais usados à mão.
 
  Vimos como dar os primeiros passos para tornar nossos softwares mais “usáveis”. Usabilidade é um assunto muito extenso, que obviamente não acaba aqui.

  Vale à pena investir algum tempo em Usabilidade – seu usuário agradece!

 
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